Irá outra vez,
Deixar-se e perder-se,
Para correr atrás de poesias.
Irá outra vez,
Abarcar-se de fábulas insanas,
Para flutuar, entre pedras, árvores e agonias.
Irá despir-se de paz,
Para mergulhar, em mar de possibilidades, turvas e curvas.
Então, ela acordou!
Fugiu para o sol, e disse:
Quando os raios dos teus pés,
Pisarem a brincadeira mais linda, mais bela e mais viva.
Quando o calor do teu peito solar,
Não queimar, nem arder,
As feridas manchadas,
Marcadas e pisada de brita.
E você for se pondo,
E o piscar da tua luz,
Não mais esquentar,
As pontas dos dedos, que sustentam o dia.
Como brincar no quintal,
Com meus pés em teu peito,
Sem queimar na fogueira,
Que já de manhã, vira pó,
E são; cinzas?
E o sol,
Que pouco falava,
Que nada cantava,
Apenas te olhava,
Suspira e fala: instável são os pés, instável é a vida.
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