domingo, 26 de junho de 2011

Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar..,

Eu vivo no mundo com medo, do mundo me atropelar(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)
E o mundo por ser redondo, tem por destino embolar (Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

Desde quando o mundo é mundo, nunca pensou de parar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

E tem hora que até me canso de ver o mundo rodar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

Quando eu vou dormir eu rezo pro mundo me acalentar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

De manhã escuto o mundo gritando pra me acordar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

Ouço o mundo me dizendo: -Corra pra me acompanhar!
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

Se eu correr e ir atrás do mundo vou gastar meu calcanhar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)


(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)


Eu procurei o fim do mundo porém não pude alcançar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

Também não vivo pensando de ver o mundo acabar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

Nem vou gastar meu juízo querendo o mundo explicar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

E quando um deixa o mundo tem trinta querendo entrar
(Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Porta Aberta

Há tanta vida dá porta pra fora, e eu aqui vivendo lá dentro. A Porta desta vez não está trancada ou coberta, dura, escura ou enferrujada. A porta não é nada é quase invisível, são linhas imaginárias. Linhas imperceptíveis que criei, para ficar aqui espreitando pela porta.


-Observando pela porta é como estou agora.


E não quero dizer que não exista movimento, vida e sentido, já que os meus olhos são verdadeiros alarmes puros e atentos. Estão sempre com as pupilas dilatadas. É meu amigo!Desta vez abri os olhos!Enxergo até o invisível, como se pode vê o meu lance com a porta.


Sei do mundo como sei de mim, saber que o mundo não para, igualmente ao tempo que não para e eu ultimamente que não tenho parado. Tenho vivido no tempo do mundo, ando com ele e estou aprendendo a caminhar nas suas pontes engarrafadas, canais transbordados e ruas cheirando a fumaça nojenta que atordoa quase sempre, à minha quase vontade de ficar em casa.

-É bem verdade, que agora queria ficar em casa.


Não na casa do mundo, mas na casa que é minha. Saudades do tempo que na minha casa,não se tinha portas e eu cantava,ouvindo o rádio e vendo a lua.

Saudades de morar na lua, que era vida de dentro para fora e vice-versa. Tempo cíclico que se foi que esqueci neste tempo do mundo. Por esses dias reencontrei uma vida, do tempo em que eu vivia no meio-termo de viver na Lua e viver no mundo. E revivi está lua por tempo indeterminado, horas ou minutos talvez, nem sei.Sei que por esse tempo,pouco me importou o tempo que é do mundo,pouco me importou as pessoas do mundo,eu parei no tempo estacado.

-E eram dois coalas abraçados...

Imersão que atravessou a minha porta, que de ser tão invisível sumiu de vez.Duas cabeças da lua,uma infinitude de afinidades, que nesse viver de ser da “lua”e ser do “mundo”,um certo dia se perdeu.

E eu que felizmente me encontrei, no mundo que de ser tão grande é tão pequeno. Encontrei o caminho do mundo, é,e isto já é uma saída, mesmo com a existência de portas nunca vistas,entendam que o mundo é uma saída.E temos que mostras para o mundo o quão é bom viver na lua,e disso quase me esquecia.